Leve, breve, suave,
Um canto de ave
Sobe no ar com que principia
O dia,
Escuto, e passou...
Parece que foi só porque escutei
Que parou.
Nunca, nunca, em nada
Raie a madrugada,
Ou 'splenda o dia, ou doire no declive
Tive
Prazer a durar
Mais do que nada , a perda, antes de eu o ir
Gozar
***
Fernando Pessoa




3 comentários:
Fernando Pessoa, palavra, por-do-sol, imagem, eternidade...
Parabéns pelas fotos António.
abraço
oa.s
Pessoa, dispensa qualquer comentário.
As fotos, as fotos, nos dizem o quanto a natureza é soberana.
A sequência por ti apresentada é praticamente uma história de um dia que se vai, na leveza das gaivotas e na vida que corre, tranquila nesse navio sobre as águas.
Cito o comentário acima, os teus trabalhos tornam-se histórias pra quem os vê :) Muito bom!
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